Mielopatia Degenerativa: Paralisia Progressiva em Cães
A mielopatia degenerativa é uma doença progressiva e dolorosa da medula espinhal. Compreender as fases ajuda-o a planear os cuidados com o seu cão.
A mielopatia degenerativa (DM) é uma doença progressiva e não dolorosa da medula espinhal que causa paralisia em cães. Assemelha-se à esclerose lateral amiotrófica (ELA ou doença de Lou Gehrig) em humanos. A doença geralmente afeta cães mais velhos e progride ao longo de 6 a 18 meses.
Pontos-chave
- A DM é causada por uma mutação no gene SOD1 e é hereditária em muitas raças
- Os Pastores-Alemães, Boxers, Corgis, Golden Retrievers e Cães da Montanha de Bernese são os de maior risco
- A doença não é dolorosa, mas causa fraqueza progressiva e paralisia
- Não existe cura; o tratamento centra-se na manutenção da qualidade de vida
- A fisioterapia e os auxiliares de mobilidade melhoram significativamente a qualidade de vida
- A fase final exige cuidados permanentes e a eutanásia é frequentemente ponderada
Compreender a Doença
A DM afeta a substância branca da medula espinal — as vias que transportam os sinais do cérebro para os membros. A bainha de mielina e os axónios degeneram progressivamente. A doença começa na medula espinal toracolombar e dissemina-se. Trata-se de um processo autoimune desencadeado pela mutação do gene SOD1. O sistema imunitário ataca por engano o tecido da medula espinal. A doença é não inflamatória, razão pela qual os corticosteroides não ajudam.
Estádios Clínicos
Estádio 1: Fraqueza dos membros posteriores, apoio sobre o dorso das patas (caminhar sobre a parte superior das patas) e marcha assimétrica. Uma das patas pode arrastar-se. Estádio 2: Ambos os membros posteriores estão fracos; o cão pode cruzar as patas ao estar de pé ou sentado. As quedas ocorrem com frequência. Estádio 3: Paralisia dos membros posteriores — o cão não consegue manter-se de pé nem caminhar sobre as patas traseiras. Começa a incontinência urinária e fecal. Estádio 4: Desenvolve-se fraqueza dos membros anteriores. O cão pode ser incapaz de se levantar de todo. Estádio 5: Paralisia completa com dificuldade respiratória. Este estádio raramente é alcançado, uma vez que normalmente se opta pela eutanásia antes deste ponto.
Diagnóstico
O diagnóstico exige a exclusão de outras causas de fraqueza dos membros posteriores. O seu médico-veterinário realiza um exame neurológico e avalia os reflexos espinais. A displasia da anca, a doença do disco intervertebral, os tumores espinais e a miastenia gravis devem ser excluídos. A RM da medula espinal revela alterações características. Está disponível um teste genético para a mutação SOD1 — duas cópias da mutação confirmam a suscetibilidade. A análise do LCR exclui condições inflamatórias.
Gestão e Cuidados
Não existe tratamento que detenha a progressão. A fisioterapia — mobilização passiva, natação e exercício controlado — mantém a massa muscular. Os carrinhos de mobilidade (cadeiras de rodas) permitem que os cães se mantenham ativos após a paralisia. Os arnêses com pegas ajudam a apoiar o terço posterior. Os pavimentos antiderrapantes evitam quedas. A expressão regular da bexiga previne infeções. A decisão pela eutanásia é profundamente pessoal — a maioria dos proprietários opta quando a incontinência se torna incontrolável ou a qualidade de vida diminui significativamente.
Quando consultar um veterinário imediatamente
- O seu cão idoso arrasta uma ou ambas as patas traseiras
- As patas traseiras parecem fracas ou trémulas, sobretudo após o exercício
- O seu cão apoia-se sobre o dorso das patas (caminha sobre a parte superior das patas)
- A fraqueza progride ao longo de semanas a meses
- Não há dor quando manipula as patas ou a coluna
Este artigo é apenas para fins educacionais e não substitui o aconselhamento veterinário profissional. Se o seu animal apresentar algum sintoma, entre em contacto imediatamente com o Royal Veterinary Center pelo telefone +853 6677 6611.