
Répteis e Anfíbios
Osga-de-crista
Correlophus ciliatus
Nível de cuidados
Iniciante
Esperança de vida
15 a 20 anos
Tamanho adulto
20 a 25 cm incluindo a cauda
Uma osga arborícola e noturna da Nova Caledónia, redescoberta em 1994 e hoje um animal de estimação muito popular para principiantes. Tem cristas suaves semelhantes a pestanas, almofadas adesivas nos dedos e uma cauda preênsil, e prospera a temperaturas frescas de interior. Uma grande vantagem é comer uma dieta completa em pó, pelo que não são estritamente necessários insetos vivos.
Alojamento e montagem
Aloje um adulto num terrário alto, de abertura frontal ou superior, de pelo menos 45 x 45 x 60 cm, sendo preferível mais alto, uma vez que trepa em vez de percorrer o chão. Mobilize densamente com cortiça, ramos, trepadeiras e plantas de folha larga, vivas ou artificiais, para criar abrigo e rotas de escalada, e use um solo bioativo que retenha humidade ou um substrato de fibra de coco para amortecer a humidade. Disponibilize uma tigela de água pouco funda e pulverize as superfícies para que possa lamber as gotículas. Uma boa ventilação é essencial para evitar ar estagnado e com bolor.
Dieta e alimentação
Sobretudo um pó de dieta comercial para osgas-de-crista (CGD) misturado com água até obter um puré liso, oferecido numa tigela pouco funda em dias alternados para os adultos e diariamente para os juvenis; retire os restos de comida ao fim de cerca de 24 a 36 horas. Esta dieta é nutricionalmente completa, mas pode enriquecê-la com insetos ocasionais, enriquecidos (gut-load) e polvilhados com cálcio, como pequenos grilos ou larvas de mosca-soldado-negra. Evite comida para bebé ou fruta como alimento de base, pois carece de equilíbrio de cálcio e proteína.
Temperatura, luz e ambiente
Mantenha-a fresca: durante o dia 22 a 26 C, com uma descida noturna para cerca de 18 a 22 C. Temperaturas acima de 28 a 29 C causam stress térmico grave e podem ser fatais, pelo que na maioria das casas não é necessária uma lâmpada de aquecimento potente, e arrefecer importa mais do que aquecer. O UVB não é necessário quando se alimenta uma CGD completa, mas um tubo de UVB de baixa intensidade (Ferguson Zone 1, UVI em torno de 1,0) é cada vez mais recomendado como benéfico. Faça a humidade oscilar entre cerca de 50 e 80 por cento, pulverizando ao fim da tarde e deixando o recinto secar até perto dos 50 por cento antes da pulverização seguinte, num ciclo de luz de 12 horas.
Companhia e manuseamento
O alojamento solitário é o mais seguro. Nunca aloje dois machos juntos, pois lutam, e a coabitação acarreta risco de intimidação, perda da cauda, stress e reprodução indesejada; mantenha uma por recinto. Tolera manuseamento breve e suave depois de habituada, mas é assustadiça, pelo que a deve passar de mão em mão baixo, sobre uma superfície macia.
Enriquecimento e exercício
Disponibilize um labirinto tridimensional denso de ramos, trepadeiras e folhagem a alturas variadas para trepar e esconder-se, e altere a disposição periodicamente. A pulverização ao fim da tarde incentiva a hidratação e a procura de alimento naturais, e uma montagem bioativa com uma equipa de limpeza acrescenta complexidade naturalista.
Problemas de saúde comuns
Doença óssea metabólica (MBD)
Sinais: Deformações ou mandíbula mole, cauda ondulada, preensão fraca, dificuldade em trepar, membros flexíveis
Prevenção: Alimente uma CGD completa e equilibrada em cálcio, forneça opcionalmente UVB de baixa intensidade e nunca dependa apenas de fruta simples
Síndrome da cauda mole
Sinais: A cauda pende sobre a cabeça ou para um lado quando descansa de cabeça para baixo, com distorção pélvica ao longo do tempo
Prevenção: Ofereça muitos poleiros horizontais seguros e placas de cortiça, mantenha o cálcio adequado e evite superfícies de descanso apenas de vidro
Disecdise (muda retida)
Sinais: Muda presa nos dedos e na ponta da cauda, dedos constringidos que se podem perder, pele baça
Prevenção: Mantenha um ciclo de humidade adequado e disponibilize cortiça rugosa e folhagem contra as quais se possa esfregar durante a muda
Infeção respiratória
Sinais: Respiração de boca aberta, muco ou bolhas à volta do nariz, letargia, respiração sibilante
Prevenção: Evite humidade elevada constante e ventilação deficiente, e nunca deixe o recinto sobreaquecer ou permanecer húmido e estagnado
Consulte um veterinário com urgência se...
- !Respiração de boca aberta ou difícil com muco (infeção respiratória)
- !Mandíbula mole ou deformada, cauda ondulada ou preensão fraca (possível MBD)
- !Não comer durante uma a duas semanas com perda de peso
- !Temperatura do recinto a subir acima dos 28 C (emergência de stress térmico)
- !Cauda mantida permanentemente sobre a cabeça (síndrome da cauda mole)
Em Macau
Os verões quentes e húmidos de Macau são o principal risco para esta espécie que aprecia o fresco, pelo que muitas vezes é necessário ar condicionado para manter as temperaturas abaixo dos 28 C. A humidade natural ajuda, mas assegure uma ventilação forte para evitar bolor e doença respiratória, substitua qualquer lâmpada de UVB a cada 6 a 12 meses e adquira osgas criadas em cativeiro, amplamente e eticamente disponíveis.
Ao contrário da maioria das osgas, a osga-de-crista não consegue regenerar a cauda depois de a largar, pelo que a maioria dos adultos de tipo selvagem que se vê é naturalmente sem cauda e vive perfeitamente bem.
Tem dúvidas sobre o seu animal exótico?
A nossa equipa atende pequenos mamíferos, aves, répteis e peixes. Marque um exame de bem-estar ou uma consulta específica da espécie.
Marcar uma consulta de exóticosFichas de cuidados relacionadas
Orientação geral revista pela equipa do Royal Veterinary Center. Não substitui um exame veterinário. Confirme sempre os requisitos específicos da espécie e os requisitos legais para Macau.